Doutor Água na Cultural FM

Participamos do “Repórter Joinville 2ª Edição”, no dia 22/03 na Joinville Cultural FM.

 

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Dia Mundial da Água. Adriana Freitas conversa com uma entidade que sempre lutou pela preservação dos rios, o Instituto Viva Cidade. No estúdio, entrevista com João Carlos Farias, administrador e ambientalista, o doutor Água. Adriana destaca que o dia é mais especial ainda porque a Escola Hermann Müller, a ecoescola de Joinville, inaugurou algo muito importante. O Instituto Viva Cidade, com muito pouco tempo de vida, vai fazer esse ano quatro anos, já executou e realizou dois projetos diretamente. Um em parceria com o Clube da Oratória e Liderança de Joinville, e hoje foi o dia da finalização do projeto, de apresentar à comunidade, de forma festiva, o projeto que foi implantado na ecoescola. É uma extensão da Escola Hermann Müller, já existente na Estrada da Palmeira, onde trabalha a educação de forma muito diferenciada e ambiental. A extensão chegou no momento certo. A escola atende os alunos do quinto ao nono. A diretora Si lvane, que faz um belíssimo trabalho, assumiu a Escola com essa condição, de transformar essa escola numa ecoescola e é isso que conseguiram colocar lá, com a implantação do aproveitamento da água da chuva e uma composteira que transforma 100 quilos de lixo orgânico em adubo orgânico. É uma forma bastante sinérgica, uma conciliação com a cultura, com o que a escola pretende, fazendo com que a educação das crianças tenha essa vivência, comprovando que é possível sim aproveitar a água da chuva de forma segura, porque a água da chuva tem norma, regras que precisam ser seguidas para ter utilização correta. É um projeto que hoje apresentaram, inclusive com festividade, onde estavam presentes o Mattei, secretário da Educação, e foi importante para todos os presentes entender como funciona todo o sistema. Jeferson Corrêa comenta que é uma luta de várias entidades que estão atrás e lutam por fazer essa utilização da água de chuva, que seja usada nas empresas, nas residências, de maneira int eligente, e que não se perca. É um bem que vai para os rios, abastece os lençóis freáticos, mas pode ser aproveitada na própria casa. João Carlos explica que o sistema tem todo um tratamento com filtro, eliminação de sujeira e é utilizado nas bacias sanitárias. João Carlos destaca que é especialista na área e conta que na Europa não se admite mais usar água potável para dar descarga. A água da chuva tem essa finalidade e é utilizada nas bacias sanitárias, no jardim, na lavação. Eles têm uma horta maravilhosa, um jardim intenso. O foco é economizar água potável. Tiveram uma experiência tão gratificante na ecoescola. Eles têm uma água que vem de uma fonte. A Vigilância Sanitária não permite usar essa água da fonte na escola, porque tem que ser tratada. Quando foram implantar o sistema, separaram a água potável distribuída pela Companhia Águas de Joinville só para cozinha e para beber. O resto fizeram o reabastecimento dela em caso de estiagem. Não estão usando nenhuma água potável, se não para a finalidade que ela é, para beber, para a vida, para cozinhar alimento. É uma característica importante. O Instituto Viva Cidade se preocupa muito com a questão da educação. Fizeram uma palestra esclarecedora aos alunos antes de implantar o sistema. Depois, fizeram uma conversa com os professores, funcionários, com os pais, moradores da região, para entender como funciona o sistema. A composteira foi algo mágico. A diretora Silvane se apaixonou pela composteira. Na Escola Hermann Müller já há uma composteira tradicional e chegaram com essa composteira fabricada na Suécia e muito prática de ser utilizada. Dimensionaram a composteira para uso daqui a cinco, seis anos. No ano passado, quando começou, tinha 16 alunos. Não adiantava fazer uma situação para aquele momento. Tinham que projetar. A diretora disse que a escola não tinha lixo na escola para atender toda a demanda da composteira. Ela, mais do que depressa, fez um trabalho de estudo de pesquisa envolvendo os alunos, p ara saber o que é compostagem, para que serve, como se faz e pediu para que as crianças trouxessem das suas casas o lixo. Eles aprenderam algo mais, e por isso é mágico, porque eles constataram a hora que separaram o lixo para levar para a escola, que sobrava muito lixo seco, que é o lixo reciclável. Eles começaram a ter a iniciativa de separar o lixo reciclável também para a coleta seletiva. Foi além das expectativas porque é algo novo, totalmente inovador. João Carlos diz que não sabe de nenhuma escola que levou lixo para a escola. E fala da preocupação do Instituto Viva Cidade com o rio Cachoeira. João Carlos fala dos jacarés que vivem no Cachoeira. Jeferson Corrêa pergunta como as pessoas podem implantar, de maneira inteligente, coleta de água da chuva. João Carlos diz que está lendo um livro que foi traduzido por dois professores da Universidade do Paraná, do Japão, que retrata uma conferência feito no Japão, em 1994, em que eles colocam 100 maneiras práticas de aproveitar a ág ua da chuva. O Instituto Viva Cidade briga com uma lei de 2006, aprovada em Joinville, que não é colocada em prática. João Carlos alerta os governantes de que no Japão se tem só 100 maneiras de aproveitar a água da chuva. Esse projeto em escolas é o melhor, o principal, o fundamental, mas existem pessoas, oficinas pequenas, que colocam, com pequeno investimento, e aproveitando a água da chuva para lavar carros. As pessoas estão buscando outras práticas, através da água da chuva. Acessando o site do Instituto Viva Cidade se obtém orientação para aproveitar água da chuva. Jeferson Corrêa diz que economiza na conta e preserva a água. Adriana Freitas diz que é interessante o trabalho na ecoescola de Joinville, Escola Hermann Müller, porque os alunos já vão crescer com consciência ambiental, porque vivenciam essas práticas. Adriana pergunta como economizar água potável. João Carlos diz que os adultos são os mais viciados, porque nasceram na década onde não se tinha preocupação com a água . João Carlos destaca que para fazer a barba com a torneira aberta se gasta 75 litros. João Carlos diz que as pessoas aprendem em países que não tem água. Quem convive sem água dá o devido valor. Como têm de sobra, as pessoas não se preocupam com isso. Adriana diz que quando foi para Londres o banho era controlado. João diz no continente africano há 200 milhões de pessoas que não têm água para beber e em 2050 vai chegar a 250 milhões. João cita o Apagão, movimento do WWF, muito bem elaborado. A água é necessária para gerar energia. Tudo precisa de energia e a água é que gera essa energia. Jeferson Corrêa diz que a rádio vai fazer parcerias com o Instituto Viva Cidade e divulgar maneiras inteligentes de consumir o que tem no mundo. João Carlos se despede desejando um ótimo Dia Mundial da Água, economizando. Jeferson Corrêa diz que o site do Instituto Viva Cidade é www.institutovivacidade.org.br. Adriana agradece e encerra a entrevista.

Detalhes:
Rádio Joinville Cultural FM – Joinville
22/03/2013 (12h00) – Programa Repórter Joinville 2ª Edição

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